• Prato macrobiótico

    O que não pode faltar no meu prato?

    Para mim, mais importante que as quantidades, no meu prato não pode faltar cor e variedade. O primeiro objetivo é “comer com os olhos”. O sabor vem a seguir, mas esse depende da forma como cozinho os alimentos… e o paladar também se educa. 

    Ao comer açúcar e sal em grandes quantidades vamos deixando de sentir o sabor original dos alimentos. Experimentem comer um morango no inverno e comer um morango, diretamente da terra, no verão. Acho que é a forma mais simples de perceber a diferença dos sabores.

    Então, no meu prato, numa refeição principal como o almoço, por exemplo, não falta:

    • O cereal, preferencialmente integral, que podem ser o arroz, millet, cevada,… ou uma mistura de dois.
    • Os legumes. É aqui que vou buscar, a maior parte das vezes, a cor no prato. Variar entre dois a três legumes, por refeição, escolhendo sempre entre as opções dos legumes da época. Também vario o método dos confeccionar: uns salteados, outros escaldados, outros cozidos… O mesmo legume, cozinhado de forma diferente, tem cor, sabor e textura diferentes. 
    • As leguminosas, cozidas ou estufadas. Também uso o tofu ou tempeh, raramente uso o seitan, e, mais raramente ainda, uso ovos, carne ou peixe. Mas também comemos. 
    • Picles, uma colher de sopa e não sinto necessidade de mais.
    • E alguns condimentos: sementes, algas,…

    Não vou falar em quantidades mas sim em proporções. O cereal e os legumes  são os que tenho em maior proporção, cerca de dois terços do prato. As leguminosas representam o resto. Os picles e os condimentos são apontamentos, que dão sabor diferente ao mesmo alimento. 

    A variedade ajuda a não ficarmos cansados sempre da mesma comida. Ter uma boa relação com a comida ajuda a não ter distúrbios alimentares e, como consequência, carência ou excesso de nutrientes.

    Os alimentos da época são mais ricos, mas quando temos sempre todos os alimentos disponíveis não é fácil saber o que a terra nos dá, no momento. 

    Salvaguardar que o tempo que temos para comer é única e exclusivamente para comer, não para ver tv, telemóvel, trabalhar e outros tantos exemplos. Sentar à mesa, olhar para o prato, mastigar e saborear bem os alimentos, são tão importantes como os alimentos que escolhemos comer. 

    O que mais gostam de comer?

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